Já virou brincadeira no entorno do ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT) que, apesar de estar longe das urnas desde 2018, a orelha esquerda dele não vai parar de queimar: seu nome será um dos mais falados durante a campanha eleitoral do ano que vem, seja em Minas ou na disputa pelo Palácio do Planalto.
O motivo é a empreitada do governador Romeu Zema (Novo) em busca da Presidência da República em 2026. A menção recorrente a Pimentel se tornou uma marca de seus discursos desde que chegou ao Palácio Tiradentes. Ele cita o exemplo do petista para reforçar seu discurso de austeridade e responsabilidade fiscal.
Isso se repetiu no sábado (16), durante evento em São Paulo para lançamento da pré-candidatura do governador à Presidência da República. E o quadro eleitoral em Minas não será muito diferente, já que Zema tentará eleger o vice-governador, Mateus Simões (Novo), para o seu lugar.
Na última eleição, Pimentel já tinha falado que Zema precisava procurar uma terapia para esquecê-lo. Em fevereiro deste ano, durante evento comemorativo aos 45 anos do PT, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o petista repetiu que o político do Novo era obcecado por ele, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.
Atualmente, o petista ocupa o cargo de diretor-presidente da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), estatal vinculada ao Ministério da Fazenda. Com uma gestão marcada por uma crise fiscal em Minas, Pimentel governou o estado entre 2015 e 2018. Além disso, foi alvo da operação Acrônimo.
Com essas “sombras”, o petista não conseguiu chegar nem mesmo ao segundo turno na tentativa de reeleição em 2018. Terminou em terceiro lugar, com 23,12% dos votos válidos, atrás de Romeu Zema e de Antonio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).