O ‘nome e sobrenome’ que fez deputados mineiros remarcarem audiência sobre escolas cívico-militares

Aliados do senador pediram remarcação da discussão sobre o projeto; parlamentares também citaram o feriado de Corpus Christi
escolas cívico-militares em Minas Gerais
Projeto do governo de Minas prevê adoção do modelo cívico-militar em escolas estaduais, mas programa segue suspenso por decisões judiciais. Foto: SEE/MG

Um dos motivos para o cancelamento da audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre o projeto de lei que institui um programa de escolas cívico-militares tem nome e sobrenome: Flávio Bolsonaro. A sessão ocorreria na terça-feira (2).

O senador e pré-candidato do PL à Presidência da República desembarca no estado na segunda-feira (1) e permanece em Minas até quarta-feira (3). Ele vai cumprir agendas na capital mineira e também em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.

Conforme apurou a reportagem, aliados do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediram a mudança da data, que foi remarcada para 25 de junho. Além de Flávio, parlamentares argumentaram que o feriado de Corpus Christi, na quinta-feira (4), deve esvaziar a ALMG e, por isso, preferem permanecer em suas bases eleitorais.

Como mostrou O Fator, a audiência seria o primeiro “teste” do novo secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Gustavo Braga. Esse seria o primeiro compromisso público do secretário com deputados estaduais.

A sessão para discutir a proposta do governo estadual, inclusive, aconteceria em 28 de abril, mas foi cancelada porque Rossieli Soares foi demitido do comando da Educação estadual um dia antes.

Projeto

O texto foi enviado pelo governador Mateus Simões (PSD) ao Legislativo no início de abril. O modelo cívico-militar está suspenso em Minas por causa de decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Em fevereiro, o desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes, da 19ª Câmara Cível do TJMG, restabeleceu decisão da Corte de Contas que determinou a descontinuidade do programa neste ano.

O projeto do governo prevê que o modelo cívico-militar poderá ser adotado por escolas estaduais dos ensinos fundamental, médio e profissionalizante. A adesão estará condicionada à manifestação favorável da comunidade escolar.

Fransciny Ferreira é jornalista, com especialização no setor público e em gestão de imagem. Atua na cobertura política, com experiência em redações, assessoria de imprensa e marketing digital. Foi editora-chefe de O Tempo em Brasília, assessora da Presidência do Senado e liderou estratégias de PR no setor farmacêutico. Sugestões de pautas para: [email protected]

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