Lideranças do PSD de Minas Gerais aproveitaram a semana para conversar com o vice-governador Mateus Simões, do Novo, sobre uma possível migração partidária. O Fator apurou que, há alguns dias, houve avanço nas tratativas. Posteriormente, entretanto, o cenário se modificou e, ao menos por ora, Simões não deve trocar de partido.
Pesou para a decisão o fato de a direção nacional do PSD, baseada em São Paulo, não estar totalmente convencida do movimento. Ao mesmo tempo, o Novo enviou recados a Simões sobre a importância dele no partido. As cobranças se intensificaram após o lançamento da pré-candidatura de Romeu Zema à Presidência, no sábado (16).
Ao longo da semana, O Fator conversou com diversos interlocutores sobre o tema. Entre pessoas com trânsito junto ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o entendimento é que o partido aguarda uma decisão do senador Rodrigo Pacheco sobre disputar, ou não, o governo mineiro.
A favor de Pacheco, estão recentes pesquisas de intenção de votos sobre a corrida ao Palácio Tiradentes. Os levantamentos mostram o parlamentar à frente de Simões.
Ainda pelo que a reportagem apurou, a bancada do PSD de Minas na Câmara dos Deputados, majoritariamente ligada a Pacheco, não recebeu com entusiasmo a possibilidade de abrigar o vice-governador.
Independentemente dos rumos partidários, Simões já sinalizou que pretende caminhar ao lado de Zema.
Aliança com pessedistas é desejo público
Simões já externou em mais de uma ocasião o desejo de ter o PSD em sua coligação no ano que vem. Nos discursos públicos sobre o tema, ele tem dito que é preciso esperar a decisão de Rodrigo Pacheco sobre a eleição. Caso a eventual candidatura do senador pela legenda pessedista não saia do papel, o vice-governador quer abrir conversas a respeito de uma aliança. O desejo, inclusive, é do conhecimento de Kassab.
“Tenho certeza que o PSD vai acabar caminhando conosco. Certeza porque caminham conosco desde o primeiro mandato do governador Romeu Zema. Na reeleição, estavam ao nosso lado. Mesmo tendo um candidato a governador no partido, que era (Alexandre) Kalil, os deputados estavam conosco. Não tem porque o PSD não caminhar conosco”, disse Simões, no mês passado, durante evento em Cachoeira do Campo, na Região Central do estado.
Apesar da resistência da bancada federal, Simões tem boa relação com os representantes do PSD na Assembleia Legislativa (ALMG). O líder de um dos blocos parlamentares governistas, inclusive, é o pessedista Cássio Soares, próximo ao vice de Zema.
