A Fundação Getúlio Vargas (FGV) enviou, na semana passada, uma comitiva a Belo Horizonte a fim de iniciar os trabalhos de remodelagem da Fundação Ezequiel Dias (Funed). Ligada ao governo de Minas Gerais, a Funed quer mudar a personalidade jurídica para acelerar processos de análises laboratoriais, de compra de insumos médicos e de assinatura de contratos.
A relação de emissários da FGV teve uma presença considerada ilustre: o sanitarista Gonzalo Vecina, fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Vecina foi uma das vozes a defender a vacinação em massa como saída para a pandemia de Covid-19.
O grupo que representou a FGV na visita a BH na semana passada fez, além de reuniões com representantes da Funed e do governo do estado, uma visita aos principais espaços da instituição, como o Laboratório Central de Minas Gerais (Lacen-MG).
A FGV considera o trabalho junto à Funed uma das prioridades de sua cartela de ações voltadas à saúde pública. Nas conversas da semana passada, representantes da fundação encaminharam, aos clientes mineiros, o cronograma inicial do processo que vai estudar a remodelagem. A promessa é que o serviço se estenda por 12 meses.
Assinado no início de agosto, o acordo com a FGV vai custar R$ 3,6 milhões à Funed. A entidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde é, hoje, uma fundação pública de direito autárquico. Uma das possibilidades é a transformação da instituição em empresa pública, o que serviria, por exemplo, para desburocratizar processos licitatórios.
