O próximo relator do projeto de federalização da MGI

Governo Zema defende repasse da empresa à União como forma de abater dívida e cumprir requisitos do Propag
Comissão de Administração Pública da ALMG
Comissão de Administração Pública da Assembleia se prepara para analisar federalização da MGI. Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

O deputado estadual Rodrigo Lopes (União Brasil) será, segundo apurou O Fator, o próximo relator, na Assembleia Legislativa (ALMG), do projeto de federalização da Minas Gerais Participações S/A (MGI). O texto, aprovado na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), agora precisa ser analisado pela Comissão de Administração Pública (APU).

A apresentação do relatório de Lopes e a votação no colegiado, entretanto, só vão acontecer após uma audiência pública marcada para debater a possível transferência da empresa à União. O debate foi agendado para esta terça-feira (23).

Fundada em 1976, a MGI atua em frentes como a comercialização de imóveis pertencentes ao governo de Minas Gerais, a recuperação de créditos em liquidação e a gestão de alguns dos convênios firmados pelo Executivo.

A dação da MGI ao governo federal é analisada no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Um dos atrativos da empresa é a posse de ações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). 

A fatia acionária na estatal energética pode chegar a quase 6% se forem considerados títulos emprestados ao banco suíço Credit Suisse a título de garantia de um empréstimo feito pelo governo do estado. Descontados os papéis dados à instituição financeira, o percentual de ações da MGI na Cemig fica perto de 1%.

Além da pequena fatia acionária Cemig, a empresa possui participação de 0,02% na Gerdau. A carteira da estatal ainda tem ações residuais do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), da Companhia de Saneamento (Copasa) e da Companhia de Desenvolvimento (Codemge), controladora da Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codemig).

O projeto da MGI tramita em primeiro turno. Depois da APU, será a vez da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) analisar a proposição. No plenário, serão duas votações.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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