Comissão da Assembleia marca data para analisar federalização da MGI

Projeto se transformou em uma das apostas do governo Zema na renegociação da dívida com a União
Imóvel comercializado pela MGI
MGI tem a função de comercializar imóveis administrados pelo estado. Foto: MGI/Divulgação

A Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia Legislativa (ALMG) marcou, para esta quarta-feira (24), a sessão que dará início ao processo de análise do projeto de federalização da Minas Gerais Participações S/A (MGI). Como O Fator antecipou, o relator do texto será o deputado Rodrigo Lopes, do União Brasil.

A reunião desta quarta, marcada para começar às 15h, acontecerá um dia após a audiência pública convocada para debater os impactos de uma eventual dação da empresa à União no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

A proposta de federalização da MGI foi inserida pelo governo mineiro no chamado Pacote Propag após o Palácio do Planalto sinalizar não possuir interesse em receber a Empresa Mineira de Comunicação (EMC).

A MGI cuida, por exemplo, da venda de imóveis ligados ao patrimônio público estadual. A recuperação de créditos financeiros em liquidação também compõe o escopo da estatal.

Um dos atrativos da empresa é a posse de ações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). 

A fatia acionária na estatal energética pode chegar a quase 6% se forem considerados títulos emprestados ao banco suíço Credit Suisse a título de garantia de um empréstimo feito pelo governo do estado. Descontados os papéis dados à instituição financeira, o percentual de ações da MGI na Cemig fica perto de 1%.

Além da pequena fatia acionária Cemig, a empresa possui participação de 0,02% na Gerdau. A carteira da estatal ainda tem ações residuais do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), da Companhia de Saneamento (Copasa) e da Companhia de Desenvolvimento (Codemge), controladora da Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codemig).

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia dado sinal verde à transferência da MGI para o rol de estatais da União. Depois do comitê de Administração Pública, a proposta será apreciada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia. No plenário, vão haver dois turnos de votação.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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