A estratégia que setores da oposição a Zema defenderam para travar PEC da privatização da Copasa

Sugestão, contudo, não saiu do papel; comissão especial para tratar do tema será formada nesta semana
Estação de tratamento da Copasa
Governo Zema busca viabilizar a privatização da Copasa. Foto: Copasa/Divulgação

Interlocutores do bloco de oposição ao governo de Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) chegaram a defender, nos bastidores, a indicação do deputado estadual Hely Tarqüínio, do PV, para representar a coalizão na comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade de referendo popular para a privatização da Companhia de Saneamento (Copasa). A ideia, entretanto, não avançou, e o representante dos oposicionistas no comitê deve ser o líder do grupo, Ulysses Gomes (PT).

O nome de Hely chegou a ser aventado por tratar-se do mais velho entre os 77 deputados da Assembleia. Na condição de decano, o parlamentar assumiria a presidência ad-hoc da comissão. O ocupante dessa função tem a tarefa de comandar a primeira reunião e conduzir a sessão que define o responsável por, de fato, presidir a comissão. O entendimento é que, com Hely na presidência ad-hoc, a oposição teria um trunfo para tentar postergar, ao máximo, a convocação do encontro inaugural do colegiado.

Com a ideia de emplacar Hely como titular da comissão já descartada, os nomes dos integrantes do comitê devem ser oficializados nesta terça-feira (30). Como O Fator já mostrou, além de Ulysses, outros líderes da Assembleia, como os governistas Cássio Soares (PSD) e João Magalhães (MDB), são os favoritos para compor o colegiado

Outro possível indicado é Noraldino Júnior (PSB). O PL, que atua como bancada isolada, também terá direito a escolher um representante.

Sem referendo, mas com verba carimbada

A PEC do fim do referendo para a privatização da Copasa estabelece uma condição para a eliminação da consulta popular: os recursos obtidos com a venda de ações precisam ser obrigatoriamente aplicados no refinanciamento da dívida mineira com a União, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

A vinculação da verba ao Propag não consta apenas na PEC. Há uma previsão do tipo, também, no projeto que pede autorização dos deputados para a venda da estatal de saneamento.

Nos cálculos da equipe de Zema, será possível obter aproximadamente R$ 4 bilhões com a privatização. 

Leia também:

Moraes nega transferência de presídio pedida por condenada pelo 8/1 detida no Aeroporto de Confins

Juíza manda ação por peculato dos ‘fura-filas’ da vacina para o TJMG

Juiz manda secretários de prefeitura mineira devolverem 13º salário considerado ilegal

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse