O coordenador da bancada mineira na Câmara dos Deputados, Igor Timo, avalia deixar o PSD e já tem mantido conversas com dirigentes de outras siglas, como União Brasil e PSB, sobre uma possível mudança partidária. Segundo fontes ouvidas pelo O Fator, o cargo que ocupa e sua influência no interior do estado são considerados trunfos relevantes nas negociações.
O Fator apurou que, neste momento, o União Brasil é o partido que avança nas negociações. O cálculo político é simples: a legenda oferece mais recursos e espaço de atuação, vantagens que Igor Timo vem perdendo gradualmente no PSD por ter se alinhado ao senador Rodrigo Pacheco em meio à divisão interna do partido.
Em Minas Gerais, o partido de Gilberto Kassab enfrenta uma disputa entre o grupo do senador e o do presidente estadual da sigla, deputado Cássio Soares. Essa última ala, inclusive, defende que o vice-governador Mateus Simões (Novo) se filie à sigla para disputar o governo do estado no lugar de Pacheco.
O PSB também tenta atrair Igor Timo para seus quadros. Ele chegou a receber um convite de um dos dirigentes nacionais da legenda para se filiar, mas uma antiga divergência com o presidente do partido, Carlos Siqueira, tem travado as negociações. Essa mágoa é o que tem permitido o avanço das conversas com o União Brasil.
No ano passado, Timo havia acertado sua saída do Podemos com destino ao PSB. O acordo com Siqueira previa que ele assumiria a presidência do diretório estadual, mas a condição acabou não sendo cumprida.
O comando permaneceu com o deputado estadual Noraldino Júnior e, posteriormente, acabou repassado a Otacílio Neto, o Otacilinho, prefeito de Conceição do Mato Dentro. A quebra de compromisso levou Timo a optar pelo PSD.
A reportagem procurou o coordenador da bancada mineira para repercutir o assunto, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.