O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) conta com o apoio de dois nomes de peso do Supremo Tribunal Federal (STF) na disputa por uma vaga na Corte: o decano Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Ambos defendem o nome de Pacheco não apenas em conversas reservadas, mas também em diferentes círculos políticos e jurídicos.
Uma cadeira no tribunal ficou vaga após o ministro Luís Roberto Barroso anunciar, nesta quinta-feira (9), sua aposentadoria antecipada do STF. Gilmar já disse em rodas com jornalistas políticos que a Corte precisava de “pessoas corajosas” como Pacheco. Moraes, por sua vez, se aproximou do senador após os atos de 8 de janeiro de 2023.
Outro articulador central nesse movimento é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), amigo de longa data de Pacheco. Como mostrou O Fator, ele fez chegar a interlocutores do governo Lula que ele vai atuar de forma ativa pela indicação e estaria disposto, inclusive, a reagir caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) opte por outro nome.
Mais gente na fila
Uma das possíveis formas de pressão seria segurar a tramitação da indicação no Senado até 2027. O caminho para o STF enfrenta forte concorrência. Outros nomes são cotados para o tribunal, como o do advogado-geral da União, Jorge Messias; do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas; e da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha.
Além disso, Pacheco é visto por Lula como um nome para disputar o comando de Minas Gerais nas eleições de 2026. E interlocutores do governo afirmam que o petista inicialmente preferia manter o senador como palanque em Minas para as eleições de 2026, uma vez que há falta de nomes do PT para a disputa.