Incerteza sobre o futuro de Pacheco gera apreensão entre prefeitos do PSD

Prefeitos da sigla acompanham com cautela o impasse em torno do futuro político do senador
o senador Rodrigo Pacheco
Aliados tentam convencer o senador Rodrigo Pacheco a ser o candidato a governador. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Prefeitos mineiros do PSD, ligados ao grupo de apoio do senador Rodrigo Pacheco, estão preocupados com os rumos na legenda diante da indefinição sobre o futuro político do parlamentar.

A avaliação é de que, sem sinais mínimos sobre seus próximos passos, o ambiente interno do partido pode se tornar mais delicado para as lideranças que construíram a trajetória recente ao lado do senador.

Antes mesmo da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia dúvidas sobre o destino partidário de Pacheco, uma vez que o diretório estadual trabalha para filiar o vice-governador de Minas, Mateus Simões, atualmente no Novo, ao PSD. O movimento, nos bastidores, é dado como certo.

A confirmação da saída de Barroso do Supremo, porém, embaralhou ainda mais o cenário. O nome de Pacheco passou a figurar entre os cotados para a vaga, em disputa direta com o advogado-geral da União, Jorge Messias, apontado como um dos preferidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O senador mineiro, por sua vez, conta com apoios relevantes para a empreitada, como o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além da simpatia de outros integrantes da Corte, como Flávio Dino.

Esse quadro de indefinições tem gerado apreensão entre os aliados, que esperavam algum indicativo de rumo ainda neste mês. “Eles respeitam o senador, mas sentem falta de uma sinalização. Precisam saber para onde o grupo vai”, avaliou uma fonte ouvida por O Fator.

Entre prefeitos e lideranças municipais, a incerteza é tripla: se Pacheco não for indicado ao STF, ainda há dúvida se ele pretende disputar o governo de Minas em 2026 e se continuará no PSD. Como O Fator mostrou, o senador mantém diálogo com outras legendas, como MDB, PSB e União Brasil.

Se o senador mudar de agremiação, a tendência é que parte dos chefes do Executivo municipal trilhe o mesmo caminho, acompanhando o líder político a quem estão alinhados. Já se o senador for indicado ao Supremo ou optar por se afastar da vida política, o grupo entende que pode ser necessário buscar novos rumos.

Alguns prefeitos afirmam que já iniciaram conversas com outras legendas, movimento semelhante ao de deputados federais ligados a Pacheco, que também têm dialogado com diferentes siglas. Entre eles, Igor Timo (PSD-MG), coordenador da bancada mineira na Câmara dos Deputados, que tem mantido contato com União Brasil e PSB.

O PSD, de Gilberto Kassab, foi o partido que mais elegeu prefeitos nas eleições municipais de 2024 em todo o país, com 891 prefeituras. Em Minas Gerais, a legenda também liderou o resultado, vencendo em 140 municípios.

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