O que disse relator da PEC da Copasa ao sugerir inclusão da Gasmig

Substitutivo que estende, à estatal de gás, regra sobre fim do referendo popular, ainda precisa ser analisado por deputados
O deputado Gustavo Valadares
Gustavo Valadares é o relator de comissão que analisa PEC da Copasa. Foto: Henrique Chendes/ALMG

Relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade de referendo popular para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o deputado estadual Gustavo Valadares (PSD) diz que a inclusão da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) no texto serve para criar “nova possibilidade de canalização de recursos para pagamento da dívida do Estado com a União”.

O parecer de Valadares defendendo a citação à Gasmig no texto foi apresentado nesta terça-feira (28), conforme antecipado por O Fator. O relatório será analisado por uma Comissão Especial formada para debater a PEC e, posteriormente, alvo de votação em 2° turno no plenário.

Ainda segundo o parlamentar, o substitutivo tem o objetivo de oferecer “alternativas de aplicação dos recursos de forma a contribuir para que a universalização dos serviços de saneamento básico ocorra de forma economicamente sustentável e socialmente justa”.

A inclusão da Gasmig na PEC da Copasa passou a ser aventada depois que o texto foi vinculado ao pagamento da dívida de Minas Gerais à União. Uma regra estabelece que a consulta popular só poderá ser dispensada se os recursos arrecadados com as privatizações forem obrigatoriamente aportados no cumprimento de obrigações financeiras referentes à renegociação da dívida estadual com a União. 

A posição de Valadares no 2° turno é diferente da externada por ele durante a tramitação da PEC da Copasa em 1° turno. À ocasião, o pessedista disse entender que o debate estava “suficientemente maduro tão somente para a federalização ou a desestatização de empresas prestadoras de saneamento básico”.

R$ 1 bilhão na mira

No mês passado, O Fator mostrou que a venda de ações da Gasmig pode render cerca de R$ 1 bilhão aos cofres estaduais. A projeção, corroborada por dados presentes no balanço financeiro da estatal de gás, engloba apenas a fatia estatal na divisão do capital da empresa.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) possui 99,57% dos títulos da Gasmig. O governo estadual, por sua vez, é dono de 17% da energética. Por isso, a estimativa de R$ 1 bilhão.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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