Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), escolheu, como estratégia para entrar na seara digital do debate sobre a megaoperação contra facções criminosas deflagradas pelo governo do Rio de Janeiro, uma série de posts sobre uma visita que fez a El Salvador, em maio. O país de Nayib Bukele é reconhecido, sobretudo por forças políticas à direita, pela política de redução das taxas de homicídio.
Nesta quarta-feira (29), Zema fez duas publicações com conteúdos gravados durante os dias em terras salvadorenhas. Em um vídeo, compilou trechos de entrevistas concedidas a jornalistas locais defendendo que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas.
Segundo Zema, classificar grupos como o PCC e o Comando Vermelho desta forma é essencial para impulsionar a atuação da Polícia Federal e do Exército.
“Este governo, por incrível que pareça, não faz nada para combater (a criminalidade). A insatisfação do brasileiro, hoje, com o governo PT-Lula, é muito grande”, diz, em trecho das imagens, adaptando, para o presidente, a expressão “PT-Pimentel”, que utilizou para criticar seu antecessor, Fernando Pimentel, durante a eleição de 2022.
Em outro vídeo, Zema registra uma conversa com um morador de uma zona periférica de San Salvador. Ao elogiar a política implantada por Bukele para reduzir índices de criminalidade, o chefe do Executivo estadual chamou a gestão do presidente salvadorenho de “governo com coragem”.
O secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas, Rogério Greco, acompanhou Zema durante a visita a El Salvador. Como O Fator mostrou à ocasião, a pasta não produziu nenhum documento oficial sobre as agendas no país da América Central.
Apoio a Castro no campo presencial
Paralelamente às estratégias digitais, Zema se prepara para viajar ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30). Lá, ele e outros governadores da oposição a Lula se encontrarão com Cláudio Castro (PL) a fim de oferecer apoio ao homólogo fluminense.
A viagem ao Rio é organizada por Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina. O grupo ainda avalia que tipo de ajuda efetiva pode oferecer ao Palácio das Laranjeiras.
A operação deflagrada pelas forças policiais do RJ deixou ao menos 120 mortos.
