Com a aproximação do ano eleitoral, a Associação Mineira de Municípios (AMM) intensifica sua responsabilidade de ouvir a voz dos mineiros nos nossos municípios, identificando com precisão os desafios e as prioridades de cada região do estado.
Foi com esse espírito que, após três anos de interrupção, retomamos o tradicional Congresso Mineiro de Vereadores. O evento, realizado no Expominas, em Belo Horizonte, no último dia 11 de novembro, reuniu mais de duas mil pessoas, incluindo vereadores, assessores, servidores e técnicos de câmaras municipais de todas as regiões de Minas Gerais.
Os vereadores, de fato, desempenham papel fundamental e insubstituível na democracia brasileira. Eles representam a base do poder público, sendo os agentes mais próximos da população, que vê menos de 15% do que pagou em impostos retornar para sua própria cidade em forma de serviços e investimentos.
Para agravar o quadro, as atribuições e responsabilidades dos municípios não param de crescer, muitas vezes sem a devida contrapartida de recursos. Essa é uma queixa recorrente que temos captado durante as caravanas que a AMM tem promovido. Nesses encontros, percorremos as macrorregiões de Minas para identificar demandas e abrir espaço para que prefeitos, vereadores e os mineiros em geral exponham suas preocupações.
É nesse contexto que a AMM cumpre seu papel, consolidando-se como a maior associação estadual de municípios da América Latina. Com a filiação de praticamente 100% das 853 cidades mineiras, um fato de ainda maior relevância diante do cenário de profundas dificuldades financeiras que a maioria das prefeituras atravessa.
As decisões que moldam o futuro de Minas Gerais e do Brasil não podem ser tomadas exclusivamente nos palácios, na “bolha” de Belo Horizonte ou da “ilha” de Brasília. É inaceitável que tais escolhas sejam feitas sem a devida escuta da população que está nos municípios trabalhando e pagando toda a conta do poder público, além dos prefeitos e vereadores, que recebem, cara a cara, as cobranças diárias pela falta de vaga em creches, filas por exames e cirurgias, manutenção de estradas rurais e também de questões que não são de responsabilidade direta dos municípios, como segurança pública, rodovias estaduais e federais.
Nesse cenário, é fundamental a união dos municípios de Minas Gerais, ainda mais considerando as dimensões e a diversidade do nosso estado. Cada região tem suas características, suas particularidades e seus desafios. A integração dos municípios é o alicerce que garante voz ativa àqueles que, frequentemente esquecidos no interior, onde está 75% da população e onde estão as pequenas cidades, que formam a vasta maioria dos municípios mineiros.
A AMM tem atuado na condição de porta-voz legítimo das demandas das cidades mineiras. Essa força e capacidade de mobilização foram evidenciadas no 11º Congresso Mineiro de Vereadores, que contou com a honrosa participação de importantes autoridades e representantes dos poderes públicos, abordando temas de alta relevância para as cidades mineiras, como a discussão em torno da possível privatização da Copasa e a centralização da regulação dos serviços de Saúde na capital do estado.
A AMM mantém-se mobilizada. É com essa determinação e compromisso que seguiremos em defesa dos interesses dos mineiros e do desenvolvimento das cidades e do nosso estado.