Projeto que autoriza privatização da Copasa vai avançar na semana que vem

Governo Zema carece de aval legislativo para iniciar operação de venda de ações da estatal de saneamento
Estação de tratamento da Copasa
Privatização da companhia é objetivo do governo Zema. Foto: Copasa/Divulgação

A tramitação do projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vai voltar a avançar na semana que vem. O texto será aprovado pela Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia Legislativa (ALMG) na segunda-feira (24) e, já na terça-feira (25), estará na pauta da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), última etapa antes da votação em 1° turno no plenário.

Pelo que apurou O Fator, apesar da obstrução da oposição, que votarão contrariamente, já há entendimento para que o texto passe pelo crivo do colegiado de Administração Pública na segunda-feira. 

Desde o início da tramitação, o projeto de privatização da Copasa recebeu dois substitutivos. A atual versão, relatada pelo deputado Rodrigo Lopes (União Brasil), diz que a equipe de Romeu Zema (Novo) terá seis meses a partir da publicação da lei de desestatização para enviar ao Legislativo proposta para a criação de um fundo ligado ao saneamento básico.

A poupança, que passou a constar no texto durante a passagem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), receberá parte dos recursos arrecadados com a venda das ações. A outra fatia da verba será direcionada a investimentos previstos como contrapartida do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Até abril

O Fator já mostrou que o desejo do governo estadual é concluir o processo de privatização até o início de abril, quando Zema deixará a chefia do Executivo para cumprir a legislação eleitoral e se dedicar à pré-campanha à Presidência da República.

Ainda não há martelo batido quanto ao modelo a ser seguido para a venda de títulos da companhia. Uma das hipóteses, contudo, contempla a venda de um bloco relevante de papéis para um parceiro de referência e, ao mesmo tempo, a oferta de outra leva de ações na Bolsa de Valores, por meio do follow on — mesmo tipo de operação realizada pela Sabesp, a estatal de águas paulista, em 2023.

Emenda constitucional em vigor

A emenda à Constituição Estadual que dispensa a necessidade de referendo para a venda da Copasa, aliás, já está em vigor. 

A alteração, fruto de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada em 2° turno no dia 5 deste mês, foi promulgada pela Mesa Diretora da Assembleia por meio de ato publicado nessa quinta-feira (20).

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