Por mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha feito o pedido, não há oficialmente no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nenhuma estruturação de programa ou de linhas de financiamento específicas para a adoção da tecnologia conhecida como TV 3.0 no país.
O intuito do governo federal é tirar o projeto do papel até junho de 2026, a tempo da transmissão da Copa do Mundo. O programa está sob responsabilidade dos ministérios das Comunicações e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Para dar celeridade ao programa, Lula solicitou alteração no estatuto do BNDES para permitir que o banco empreste recursos a emissoras interessadas em atualizar seus sistemas para a TV 3.0. A previsão era que a linha de crédito chegasse a R$ 11 bilhões.
Mas, em resposta a um requerimento enviado pela Câmara dos Deputados, o BNDES afirmou que, até agora, não participou da elaboração de estudos sobre a transição tecnológica nem da estruturação de programas ou linhas de financiamento voltadas à TV 3.0.
O pedido de informação foi apresentado pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ). De acordo com fontes do Palácio do Planalto ouvidas por O Fator, o tema continua sob a análise do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Lançada neste ano, a TV 3.0 é tratada pelo governo como a nova geração da televisão aberta e gratuita. A proposta é que os canais passem a oferecer funcionalidades semelhantes às dos serviços de streaming, com acesso a aplicativos e conteúdos sob demanda.