Terras raras e minerais críticos: Minas tem US$ 2,2 bi em portfólio apresentado a fundos globais

Catálogo elaborado pelo governo federal compila US$ 7 bilhões em investimentos; destes, 31% estão em MG
Minerais críticos, que inclui terras raras, são usados em baterias, painéis solares, turbinas eólicas e tecnologia de ponta em geral. Foto: Agência Brasil/Ricardo Teles

Minas Gerais representa 31% dos planos de investimento compilados em um catálogo de mineração de materiais críticos no Brasil, incluindo terras raras, apresentado a fundos globais pelo governo federal. Os projetos no estado somam US$ 2,2 bilhões do total de US$ 7 bilhões do portfólio, com foco na atração de capital e novos empreendimentos para a expansão da cadeia produtiva.

O documento foi elaborado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Ele padroniza informações técnicas, jurídicas e operacionais, reduzindo a assimetria de dados e permitindo análise mais rápida por fundos estrangeiros. 

A publicação, segundo a ApexBrasil, facilita contatos diretos entre investidores e responsáveis pelos projetos. Os números citados no documento foram informados pelas próprias empresas.

O Brasil detém algumas das maiores reservas do mundo de minerais críticos. Entre eles, lítio, cobalto, níquel, cobre, grafite e terras raras. 

Esses materiais são usados especialmente em baterias, painéis solares e turbinas eólicas, essenciais para a transição energética e para a fabricação de tecnologias modernas. Minas Gerais é abundante nesse segmento.

Empreendimentos em Minas

Em Caldas, no Sul do estado, o Caldeira Project, da Meteoric Resources, prevê US$ 440 milhões para instalar uma planta de processamento de carbonato misto de terras raras (MREC), com licença preliminar estimada para novembro de 2025 e operação plena a partir de 2027. 

Em Araxá, no Alto Paranaíba, a St George Mining projeta até US$ 700 milhões. São US$ 200 milhões destinados ao nióbio e até US$ 500 milhões para terras raras, em um projeto adjacente às operações da CBMM e voltado à formação de uma cadeia nacional de ímãs permanentes pelo consórcio MagBras.

No Vale do Jequitinhonha, a Graphcoa planeja investir US$ 120 milhões para a expansão da planta integrada de grafite e US$ 960 milhões adicionais no desenvolvimento tecnológico para produção de grafite esférico revestido (CSPG), usado em baterias de veículos elétricos. 

Essa segunda parte é feita em parceria com a norte-americana Urbix, responsável pela tecnologia de purificação e revestimento.

Fora do estado

Fora de Minas, o documento reúne iniciativas em diversos estados, com destaque para o Sergipe Potash Project (SAP), avaliado entre US$ 1,7 bilhão e US$ 2,3 bilhões, considerado o maior investimento individual listado. 

O catálogo também apresenta projetos de grafite, níquel, cobre, cobalto, tecnologias para vidro solar e fertilizantes especiais, além de iniciativas de inovação em processamento mineral na Bahia, Goiás e Nordeste.

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