Mineradora australiana avança por empreendimento de terras raras no Sul de Minas

As primeiras sondagens da empresa indicam que reservas podem conter as maiores concentrações de elementos já registradas no mundo
A assinatura de protocolo de investimentos entre o Governo de Minas e a empresa australiana Viridis Mineração e Minerais. Empresa vai investir R$ 1,35 bilhão em Poços de Caldas
A assinatura de protocolo de investimentos entre o Governo de Minas e a empresa australiana Viridis Mineração e Minerais

A mineradora australiana Viridis Mineração e Minerais vai investir R$ 1,35 bilhão em projetos de terras raras em Poços de Caldas, no Sul de Minas. As primeiras sondagens da empresa indicam que reservas podem conter as maiores concentrações de elementos já registradas no mundo.

O protocolo estabelece a instalação do Programa Colossus que pretende gerar cerca de 120 empregos permanentes, segundo negociações com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

As terras raras são um grupo de elementos, com propriedades semelhantes entre si, que são usadas na fabricação de diversos produtos utilizados pela população. Entre eles, o telefone celular. Esses elementos são encontrados em áreas próximas a vulcões extintos, como a cidade do Sul de Minas.

O CEO da Mineração e Minerais, Rafael Moreno, destaca que o empreendimento é importante para que Poços de Caldas faça parte de uma nova matriz global de geração de energia verde”.

“Nosso objetivo é garantir que a cidade de Poços de Caldas, o estado de Minas Gerais, o Brasil e a Austrália se tornem um dos pilares em evolução para o uso de energia limpa no planeta”, completou.

A previsão é de instalação de uma planta de beneficiamento e tratamento de minérios no local. O início de operação deve acontecer entre 36 e 48 meses.

Benefícios para outras empresas

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, destacou o investimento para a região Sul de Minas.

“O investimento prevê a construção de uma planta de beneficiamento e tratamento de minérios no local, o que agrega valor ao produto e ainda potencializa a atração de outras empresas que utilizam esses elementos como matéria-prima para produtos, o que fortalece a cadeia produtiva e gera mais empregos e arrecadação”, ressaltou.

Segundo ele, outras empresas também serão beneficiadas. “Trata-se de um investimento muito significativo uma vez que ele vai fazer a extração, a mineração desses dessas terras raras e esse processamento vai viabilizar que outras indústrias estratégicas também aproveitar esses minerais e promover que a cadeia produtiva possa se adensar na região e em Minas Gerais. Então trata-se de um investimento muito significativo que vai sedimentando Minas Gerais na rota da economia verde e da indústria de alto valor tecnológico”, completou.

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