Quando aliados de Lula esperam pela definição do nome ao governo de Minas

Pré-candidatos têm até o começo de abril para definir os partidos pelos quais disputarão as próximas eleições
Lula expominas
Realizada em dezembro, oitava visita de Lula a Minas em 2025 reuniu nomes estratégicos para a disputa eleitoral. Foto: Alexandre Netto/ALMG

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai esperar pela sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para tentar uma última conversa com o senador Rodrigo Pacheco (PSD) sobre a eleição para o governo de Minas. Esta é a avaliação de dirigentes do PSB mineiro. A executiva estadual do partido reuniu-se nessa terça-feira (16) em Belo Horizonte.

Caso a indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) seja aprovada no Senado, Lula ainda tentará convencer o ex-presidente do Congresso Nacional a disputar o Palácio Tiradentes.

Nome preferido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a sucessão do ministro Luís Roberto Barroso, Pacheco disputava com Messias a escolha de Lula para o STF. A sabatina com Messias na Casa Alta do Congresso deve acontecer em março.

Caso o advogado-geral da União seja chancelado pela maioria dos senadores, e Pacheco mantenha a decisão de não ser candidato à sucessão de Romeu Zema (Novo), Lula discutirá com petistas e aliados a possibilidade de intensificar os diálogos com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD) e com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).

Se confirmada, a decisão de Lula de aguardar pela aprovação de Messias irá impor um prazo apertado para a definição do nome apoiado pelo PT em Minas. A Justiça Eleitoral determina que os pré-candidatos definam até a primeira semana de abril os partidos pelos quais concorrerão no pleito do próximo ano.

Corrida entre aliados

De acordo com interlocutores do PSB, o partido é o favorito para receber a filiação do candidato do presidente da República ao governo, seja ele Pacheco, Leite ou Silveira.

Petistas e pessebistas são aliados históricos, e Lula mantém ampla proximidade política, por exemplo, com o presidente nacional da sigla, prefeito de Recife (PE) João Campos, e com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Ao mesmo tempo, a avaliação majoritária no PT é de que uma candidatura própria enfraqueceria o palanque de Lula em Minas, em sua campanha pela reeleição.

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