PIB mineiro deve crescer 2% em 2025, projeta Fiemg

Estimativa para o estado está ligeiramente abaixo da média nacional por causa do agronegócio e da indústria petrolífera
Produção de litio em MG
PIB estadual vai crescer 2% neste ano. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais em 2025 deve avançar 2% em relação ao resultado do ano passado, quando o índice totalizou R$ 1,06 trilhão. A projeção foi apresentada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) nesta quinta-feira (18). O crescimento estimado é menor que o aumento de 3,1% visto em 2024.

No que tange especificamente ao setor industrial, a entidade prevê crescimento de 1,6% do PIB.

O crescimento econômico nacional geral deve ser de 2,3%, 0,3 ponto percentual acima da projeção para Minas. Já a indústria brasileira, segundo a Fiemg, tende a subir 1,5%.

Segundo o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, o fato de o desempenho estadual estar ligeiramente abaixo da média nacional tem relação com dois fatores: o agronegócio, que ganhou terreno a partir de commodities não cultivadas em solo mineiro, e a indústria petrolífera.

“O que cresceu muito foi a indústria do petróleo, e não temos petróleo em Minas Gerais. Quando um item muito relevante sobe muito, a mediana de onde você não tem aquele item vai ser inferior à média nacional”, pontuou. “O café teve uma boa produção, mas o resto de nosso agronegócio sofreu com uma série de fatores. Não é que o agronegócio mineiro não cresceu; ele cresceu abaixo da média brasileira”, completou.

‘Economia disfuncional’

Roscoe acredita que a desaceleração da economia nacional em 2025, que cresceu 3,4% no ano passado, está relacionada a falhas na política monetária. Segundo o dirigente, o governo federal e o Banco Central emitem sinais opostos ao mercado e aos setores produtivos.

“Com taxas de juros muito elevadas, vamos ter um cenário bem complexo. A economia está disfuncional. De um lado, o Banco Central bota o pé no freio subindo a taxa de juros; do outro lado, o governo federal não para de gastar e faz com que haja expansão da atividade econômica”, pontuou.

Em 10 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic, taxa básica de juros, em 15%. O órgão não deu sinais de que pretende reduzir o índice. 

Para o presidente da Fiemg, o Executivo federal precisa cortar gastos a fim de proporcionar uma “queda sustentável” da taxa de juros.

“Os dois (BC e governo) geram expansão do gasto público. Um, através do pagamento de juros mais altos, que fará com que a dívida cresça a uma velocidade mais rápida; o outro, gastando mais e gerando déficit, vai fazer com que a dívida cresça”, apontou.

R$ 290 bi no 3° trimestre

Ainda nesta quinta-feira, o governo do estado divulgou dados do PIB no terceiro trimestre. O estado somou R$ 290,1 bilhões no período, valor 1,1% superior ao totalizado nos mesmos meses de 2024.

No acumulado do ano, o crescimento é de 1,6%.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Medioli não descarta compor chapa ao governo e embaralha cenário do PL em Minas

Moraes amplia decisão sobre teste físico adaptado para candidato com nanismo em Minas

O que torna o processo de privatização da Copasa robusto

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse