A inusitada aliança formada na última sessão do ano na Câmara de BH

Reunião que aprovou entrada do município em consócio teve suspensões e consenso entre esquerda e direita
pedro patrus e braulio lara
Vereadores Pedro Patrus (PT) e Braulio Lara (Novo). Foto: Rafaella Ribeiro/CMBH

A adesão de Belo Horizonte ao Consórcio Público Intermunicipal Multifinalitário (ComGranbel) foi aprovada em segundo turno, nesta segunda-feira (22), durante a última sessão plenária da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) em 2025. Enviado pelo Poder Executivo, o projeto chancelado pela maioria dos vereadores centralizou os debates da reunião e foi alvo de uma aliança improvável na Casa.

Inicialmente convocada para começar às 9 horas, a sessão foi suspensa por duas vezes. Nos bastidores, vereadores negociavam os termos de um acordo.

Retomados os trabalhos, as bancadas do PT, PL, Psol e Novo se uniram na apresentação de quatro emendas em defesa de que o ingresso do município no convênio fosse acompanhado pela inclusão de mais ferramentas jurídicas de fiscalização e transparência no transcorrer do contrato. Os destaques foram aprovados com 39 votos.

O vereador Lucas Ganem (Podemos), alvo de um processo de cassação, tanto na Câmara quanto na Justiça Eleitoral, não registrou posicionamento.

Na votação seguinte, que discutiu no mérito a entrada de BH na lista das prefeituras integrantes do ComGranbel, a matéria recebeu parecer favorável de 26 parlamentares. A maior parte dos vereadores de PT, Psol, PL e Novo, optou pelo “não” ou pela abstenção. Ganem, mais uma vez, não se manifestou.

As sessões plenárias da CMBH serão reabertas em fevereiro de 2026. No dia 5 de janeiro, contudo, serão iniciados os trabalhos da Comissão Processante responsável por analisar a cassação do mandato de Ganem, já em curso na Casa Legislativa. O comitê é composto pelo presidente Bruno Miranda (PDT), pelo relator Edmar Branco (PCdoB) e por Helton Júnior (PSD).

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