Alvos da Operação Rejeito são substituídos no Conselho do Patrimônio Cultural de MG

Assentos estavam vagos desde a deflagração das investigações, em setembro do ano passado
Operação Rejeito, da PF, foi deflagrada na semana passada.
Operação Rejeito, da PF, foi deflagrada no dia 17 de setembro. Foto: PF/Divulgação

O governo de Minas Gerais oficializou, nesta terça-feira (27), as substitutas, no Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (Conep), de dois servidores que deixaram suas funções por estarem na lista de alvos da Operação Rejeito.

Ex-diretor da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Arthur Ferreira Rezende Delfim, que chegou a ser preso, foi substituído no comitê por Nayara Batista Pereira Rocha, enquanto Fernando Baliani, ex-presidente da autarquia, teve a vaga preenchida por Kamila Esteves Leal. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em setembro para apurar fraudes em processos de licenciamentos minerários

Delfim era titular do Conep; Baliani, um dos suplentes. As substitutas não têm ligação com as investigações. Nayara atua na Gerência de Modernização e Estratégia da Feam; Kamila, no setor de Gestão Regional da Fundação.

Arthur Delfim está em liberdade por força de decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que, na semana retrasada, suspendeu as prisões preventivas dos alvos da Rejeito, substituindo-as por medidas cautelares como o uso de tornozeleira. Baliani foi apenas alvo de mandados de busca e apreensão no dia da deflagração da operação.

As acusações

Segundo as investigações, Delfim era o intermediário responsável por conseguir licenças ambientais irregulares para favorecer os líderes do esquema. Conforme a PF, o ex-diretor de Apoio à Regularização Ambiental da Feam tinha a função de coordenar decisões técnicas favoráveis a projetos minerários.

Ainda com base nos elementos reunidos pelos agentes, o ex-presidente da Feam, Rodrigo Gonçalves Franco, teria solicitado, aos participantes da trama, R$ 50 mil para repassar a Delfim.  Um mês antes, o então presidente teria recebido R$ 100 mil para cassar uma licença da Vale tida como prejudicial aos projetos dos suspeitos de encabeçar a trama.

Já Fernando Baliani, servidor concursado, teria, de acordo com a PF, capacidade de influenciar pareceres técnicos da Feam. A suspeita é que ele atuou para facilitar a tramitação de processos internos favoráveis às mineradoras ligadas ao esquema.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

ALMG diz ao STF que ajustou regras de emendas parlamentares para atender decisão sobre transparência

Empresário que emprestou endereço a Ganem falta pela terceira vez a depoimento na Câmara de BH

Ex-vereador de Ipatinga é condenado a 17 anos de prisão por esquema de assessores fantasmas

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse