Enquanto alguns deputados estaduais ainda buscam partidos para concorrer à reeleição ou tentar voos maiores na eleição deste ano, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) estabeleceu um prazo para a reorganização das bancadas e blocos parlamentares.
Eventuais mudanças nas coalizões partidárias precisarão acontecer até 22 de abril, dando duas semanas para que as legendas possam se redistribuir em grupos após a janela destinada aos embarques e desembarques, que termina nesta sexta-feira (3). A concessão desse tempo tem caráter excepcional, visto que em anos não eleitorais a divisão dos blocos só pode ser mudada nos primeiros meses.
A decisão de dar o prazo para a remontagem dos blocos é do presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB). Na mesma deliberação, o chefe do Legislativo estabeleceu 8 de abril como data-limite para que os deputados comuniquem mudanças ocorridas na janela partidária.
Hoje, a Assembleia é dividida em três blocos parlamentares. O “Minas em Frente”, de tendência governista, é composto por PSD, PP, União Brasil, Novo, PMN e Podemos. O “Avança Minas”, que mistura situacionistas e independentes, tem Avante, Cidadania, Republicanos, PDT, PSB, PRD, MDB e Solidariedade.
O terceiro, batizado de “Democracia e Luta”, é de oposição e conta com PT, PCdoB, PV, Psol e Rede. Há, ainda, a bancada do PL, que atua separadamente em relação aos blocos.
A distribuição das coalizões, contudo, não leva em conta mudanças já certas de acontecer, como o embarque no PSD de diversos deputados, como João Magalhães (MDB), Enes Cândido (Republicanos) e Bosco (Cidadania), a saída de Arlen Santiago (ainda sem destino) do Avante, e a ida de Lud Falcão do Podemos para o Republicanos.
