A bancada de Minas Gerais no Senado Federal deve se dividir quanto à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Carlos Viana (PSD) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) disseram a O Fator que pretendem votar contrariamente à ideia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de emplacar o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) como substituto de Luís Roberto Barroso.
Rodrigo Pacheco (PSB), por seu turno, demonstrou publicamente ter inclinação favorável à indicação de Messias. Em 2 de abril, um dia após o governo federal enviar ao Senado a mensagem oficializando o nome do advogado-geral da União, o ex-presidente da Casa afirmou que iria conversar com seu sucessor no cargo, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a respeito da questão.
“Eu vou ter uma conversa com Davi sobre isso. Vou bater um papo com ele e tentar fazer um panorama. Ele (Messias) merece a nossa ajuda e o nosso apoio. Existe (uma resistência), mas vamos tentar demover”, apontou.
A reportagem também procurou a assessoria de Pacheco. O espaço segue aberto.
Alcolumbre, cabe lembrar, defendia que Pacheco fosse o escolhido para ocupar a vaga de Barroso. A indicação de Messias, definida por Lula em novembro do ano passado, demorou meses para ser formalmente remetida ao Senado por causa da resistência de parte do plenário à ideia.
Sabatina no fim de abril
Jorge Messias será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 29 de abril. Relator, o governista Weverton Rocha (PDT-MA) deve apresentar seu parecer já nesta semana.
Posteriormente ao rito na CCJ, a indicação de Messias será submetida ao conjunto de senadores. Para obter a vaga no Supremo, o chefe da AGU precisará do aval de ao menos 41 dos 81 senadores. O voto é secreto — portanto, as opiniões de cada integrante da Casa Alta do Congresso Nacional só serão reveladas espontaneamente.
