A Cemig indicou, nesta quarta-feira (29), o ex‑ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro, Bento Albuquerque, para o Conselho de Administração da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). Na reunião em que apresentou o nome de Albuquerque, a energética decidiu não reconduzir o presidente da estatal de gás, Carlos Colón, ao colegiado.
A não recondução de Colón ao conselho foi interpretada por interlocutores como um indicativo de que ele pode deixar o comando da Gasmig nas próximas semanas. Pelo que O Fator apurou, divergências internas recentes provocaram desgaste em torno de seu nome, e a avaliação é de que sua saída pode ocorrer já em maio. Colón assumiu o comando da empresa em agosto de 2024.
O colegiado ficou com duas vagas em aberto, ambas sob indicação do grupo majoritário, cujos nomes não foram definidos na reunião. A expectativa é de que uma delas seja destinada ao presidente da Cemig.
O mandato de Reynaldo Passanezi à frente da energética termina em 7 de maio, e o nome de Alexandre Ramos é apontado por fontes do setor como alternativa para a presidência. Em caso de mudança no comando da estatal de energia, a escolha pode refletir diretamente na definição de um dos lugares ainda vagos no Conselho da Gasmig.
Além da escolha de Albuquerque, a Cemig, na condição de majoritária da Gasmig, reconduziu os conselheiros Roger Daniel Versieux, Cláudia Silvia Zanchi Piunti e Elza Kallas. Minoritária, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) manteve Hélio Cesar Brasileiro como representante.