Cemig teve lucro líquido de quase R$ 1 bi no primeiro trimestre

Resultado da energética representa leve retração em relação aos três primeiros meses de 2025
Linhas de transmissão da Cemig.
Ebtida da energética ficou estável em R$ 1,788 bi. Foto: Cemig/Divulgação

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 979 milhões, queda de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebtida recorrente, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou praticamente estável em R$ 1,788 bilhão, retração de 0,6% na comparação anual.

O resultado, segundo relatório enviado pela companhia, foi impactado principalmente pelo aumento no custo de compra de energia, pela piora do fator de Ajuste de Geração Hidrelétrica (GSF) e pela alta do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência do mercado livre de energia elétrica no país.

O GSF mede quanto as hidrelétricas conseguem gerar em relação ao volume previsto em contratos. Quando o índice cai, as empresas precisam comprar energia mais cara no mercado para cumprir compromissos. Segundo a companhia, o impacto financeiro desses fatores somou R$ 49 milhões no trimestre.

Mesmo com pressão sobre os resultados, a estatal ampliou os investimentos. O Capex totalizou R$ 1,48 bilhão entre janeiro e março, crescimento de 22,1% frente ao primeiro trimestre de 2025.

Os recursos foram direcionados principalmente para distribuição, transmissão, geração, expansão da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) e crescimento da Cemig SIM.

A companhia também anunciou R$ 658 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), equivalentes a R$ 0,23 por ação. No trimestre, a Cemig concluiu ainda aquisições de ativos como a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Pipoca e a linha de transmissão Timóteo-Mesquita, em operação avaliada em R$ 68,9 milhões.

Na área financeira, a dívida líquida passou de R$ 16,8 bilhões para R$ 17,8 bilhões em 12 meses. A alavancagem, indicador que mede o peso da dívida em relação à capacidade de geração de caixa da companhia, avançou de 2,30 para 2,45 vezes a relação entre dívida líquida e Ebtida recorrente. Ainda assim, a empresa destacou que 76% da dívida vence apenas após a revisão tarifária prevista para 2028 e que o prazo médio de vencimento é de 6,6 anos.

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

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