Lideranças do PT sondaram o deputado federal Reginaldo Lopes sobre a possibilidade de disputar o Governo de Minas em 2026. Segundo interlocutores ouvidos por O Fator, o parlamentar rejeitou de forma enfática a hipótese de entrar na disputa.
O episódio faz parte das movimentações internas do partido diante do que dirigentes petistas consideram ser a iminente saída do senador Rodrigo Pacheco (PSB) da disputa ao Palácio Tiradentes.
Nessa quinta-feira (21), a propósito, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), durante agenda em Belo Horizonte, afirmou a dirigentes petistas mineiros que Pacheco não pretende disputar o governo mineiro e que até já teria comunicado essa decisão ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
Outra “solução caseira” da legenda que volta ao radar para encabeçar o palanque presidencial em Minas é a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Marília Campos.
Marília, no entanto, mantém publicamente o discurso de que seu projeto político está concentrado na corrida ao Senado, já tendo recusado sondagens feitas por lideranças nacionais do partido, como a então ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República, Gleisi Hoffmann, sobre uma eventual candidatura ao Executivo mineiro.
Em meio às incertezas, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, se reúne na próxima segunda-feira (25) com o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido em Minas Gerais. O encontro deverá atualizar a direção estadual sobre o andamento das negociações envolvendo Pacheco e discutir os cenários disponíveis para a legenda caso sua candidatura ao governo não se concretize.
A preocupação com Minas ganhou centralidade nas discussões da campanha à reeleição de Lula. Com o segundo maior colégio eleitoral do país, o estado é tratado como estratégico para o projeto nacional petista, e a ausência de um nome competitivo para o governo tem mobilizado as reuniões semanais da coordenação da campanha presidencial.
Nos bastidores, a expectativa é que o impasse seja resolvido nas próximas três semanas. Mesmo com a busca por alternativas dentro da própria legenda, dirigentes admitem que a solução ideal para liderar o palanque de Lula em Minas pode estar fora dos quadros petistas.