Recém-filiado ao PL, o empresário Vittorio Medioli voltou a defender uma aliança do partido com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na corrida pelo governo de Minas Gerais. O ex-prefeito de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), tem sido cotado nos bastidores para compor com o parlamentar caso ele decida disputar o Executivo estadual. Ao comentar a possibilidade, disse que a decisão cabe à direção dos liberais.
“Depende do PL. Acho que tenho alguma vantagem em termos de complementá-lo. Cleitinho tem muita notoriedade. Tem a honestidade. Posso complementar e ajudar, independentemente de ser escolhido para vice, a montar um programa e estruturar esse imenso exército que é o PL, que está solto, indeciso”, afirmou, à Record Minas, nessa quinta-feira (21).
Medioli embarcou no PL com a intenção de concorrer a deputado estadual. Nas últimas semanas, contudo, o empresário ítalo-brasileiro passou a considerar a hipótese de participar da disputa majoritária.
Na semana passada, Medioli se reuniu reservadamente com Cleitinho em Brasília (DF). O encontro serviu para que conversassem sobre uma possibilidade de dobradinha na eleição, mas terminou sem desfecho.
“Cleitinho e eu temos como foco o bem do povo. Muitas vezes, ele visitou o meu gabinete na Prefeitura de Betim. E ele aprendeu a ver como fabricamos soluções sensacionais com pouca coisa. Com pouco, fizemos muito”, ressaltou Medioli.
Pedido por definição rápida
O PL sinalizou que apoiará Cleitinho caso o senador bata o martelo por uma candidatura em Minas. Se o parlamentar não entrar na corrida, há opções como o próprio Medioli e o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.
Segundo o ex-prefeito de Betim, o partido precisa definir nos próximos dias, de forma oficial, o caminho que vai assumir na disputa pelo governo do estado.
“Tem que tomar uma decisão rápida, porque o tempo passa. Os outros estão fazendo campanha e o PL não está fazendo, está só apanhando”, sustentou.
As declarações do ex-prefeito ocorrem em um momento em que o PL está cada vez mais distante de um acordo com o governador Mateus Simões (PSD).
Em entrevista a O Fator nessa quinta-feira (21), Simões reconheceu que as recentes críticas do ex-governador Romeu Zema (Novo) a Flávio Bolsonaro por causa do caso envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master, afetam negativamente as articulações.
“Se tem um ponto que o ex-governador e eu temos em comum é o fato de não termos nenhum escândalo de corrupção ao nosso redor. Quando você tem um político do nosso campo que precisa dar explicações, isso já é ruim, independentemente da explicação que for dada. Acho que a manifestação do ex-governador é muito mais de desapontamento. E eu entendo, não o recrimino. É claro que não me ajuda. Do ponto de vista de conveniência, era muito melhor para mim que o ex-governador estivesse alinhado com o PL, mas ele está certíssimo em dizer que está decepcionado”, opinou.