A ex-deputada estadual mineira Luzia Ferreira será reconhecida, nesta segunda-feira (6), presidente nacional do Cidadania. A dirigente assumirá o posto após decisão do desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), na sexta-feira (3), que devolveu a Comte Bittencourt (RJ) o comando da sigla. Como o ex-deputado fluminense migrou para o PSB, caberá à vice-presidente eleita pelo diretório nacional herdar o posto.
Luzia assumirá a vaga que era do deputado federal Alex Manente (SP). A posse dela acontece em meio a uma disputa judicial pelo comando do partido. O grupo político da mineira, outrora encabeçado por Comte, trava embate com a corrente ligada ao ex-senador Roberto Freire (PE), da qual Manente faz parte.
Enquanto o setor de Roberto Freire nutre boa relação com o PSDB, o grupo de Luzia chegou a defender que o Cidadania rompesse a federação com os tucanos. A coalizão está mantida para a eleição deste ano.
Atual administradora da Regional Oeste na Prefeitura de Belo Horizonte, Luzia Ferreira ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) na década de 1980. Ela integrava a ala que deixou a sigla em 1992 para fundar o antigo Partido Popular Socialista (PPS), que deu origem ao Cidadania.
Por meio de nota, a direção do Cidadania informou que buscará encerrar a disputa interna pelo comando da agremiação.
“Novas iniciativas destinadas a retomar o conflito partidário, como a anunciada tentativa de envolver a Justiça Eleitoral, são descabidas, protelatórias e injustas com a unidade do partido. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já afirmou que o TJDFT deve mediar esse imbróglio. Este é um momento de união e construção coletiva, em defesa da história e dos valores do Cidadania”, lê-se em um trecho do texto.
O Fator buscou contato com Alex Manente, mas não houve retorno. O espaço está aberto.