A Vale informou nesta segunda-feira (27) que Marcelo Gasparino renunciou aos cargos de membro e vice-presidente do Conselho de Administração da companhia. Segundo comunicado ao mercado, ele deixará a empresa em 1º de agosto.
A mineradora afirmou que o Conselho de Administração, com apoio do Comitê de Indicação e Governança, avaliará as providências necessárias para a sucessão e manterá o mercado informado sobre eventuais desdobramentos relevantes.
Contexto
Gasparino esteve no centro de uma investigação de auditores externos contratados pela Vale nas últimas semanas. Após ser acusado de vazar informações sigilosas da mineradora, os conselheiros da empresa votaram, na semana passada, pelo afastamento do executivo – que precisaria ser aceito pelos acionistas da empresa em reunião ainda sem data marcada.
Conforme O Fator noticiou, os auditores acusaram Gasparino de vazar seu próprio voto na reunião do Conselho em 19 de junho. Na ocasião, ao se posicionar contrário à destituição de Daniel Stieler como presidente do Conselho, Gasparino teria comentado uma série de assuntos que ainda não eram de conhecimento público.
Entre eles, um jantar no Rio de Janeiro em maio entre conselheiros e o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, e os irmãos Joesley e Wesley Batista sobre o interesse da mineradora em comprar as operações da LHG Mining, em Corumbá.
Gasparino também teria comentado sobre um antigo interesse da Vale nas operações da Bamin, em Caetité (BA), e sobre o que chamava de interferências do governo federal na composição do Conselho de Administração da Vale.
Conforme uma pessoa por dentro do assunto relatou a O Fator, causou indignação na alta cúpula da mineradora a série de matérias jornalísticas sobre esses temas nos dias posteriores à reunião.