A Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) concedeu, nesta sexta-feira (31), licença ambiental a um projeto da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para expandir a produção de bauxita da empresa na cidade de Miraí, na Zona da Mata mineira.
A autorização prevê a concessão, de uma única vez, das licenças prévia, de instalação e de operação.
O projeto da CBA, de lavra a céu aberto, prevê a extração de 2,3 milhões de toneladas de bauxita por ano. O número representa a capacidade máxima de produção, mas na prática a empresa pode extrair um volume menor do mineral a depender das condições de mercado.
Hoje, a CBA já atua em Miraí, onde opera o seu maior complexo minerário. De acordo com o formulário de referência da companhia publicado no primeiro semestre deste ano, a mineradora extraiu, em 2025, 1,1 milhão de toneladas de bauxita na cidade.
A aprovação foi feita de forma unânime, atendendo a parecer favorável da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam).
Participaram da votação representantes dos seguintes órgãos: Associação dos Engenheiros de Minas de MG (Assemg), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Secretaria de Estado de Governo (Segov), Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (Ciemg), Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra), Zeladoria do Planeta, Instituto de Direito Ambiental e Urbanístico do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (IDAU/TAP) e Agência Nacional de Mineração (ANM).
Novos controladores da CBA
Em março deste ano, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da CBA por uma joint venture formada pela chinesa Chinalco e a anglo-australiana Rio Tinto. Até então, o controle da empresa pertencia à brasileira Votorantim, que tinha 68,6% dos papéis.
A intenção dos novos controladores é também comprar as ações que não pertenciam à Votorantim e retirar da CBA o status de companhia aberta. Essa segunda etapa, no entanto, ainda não foi concluída.