O PL cogita uma chapa puro-sangue na disputa pelo governo de Minas Gerais. Com Flávio Roscoe confirmado na disputa, a legenda passou a considerar nas negociações com partidos de direita a hipótese de ter como vice Vittorio Medioli. O ex-prefeito de Betim, contudo, descarta a hipótese.
“Não adianta colocar um motor de Ferrari em Fusca”, disse, a O Fator.
A reportagem apurou que aliados tentam convencê-lo a avaliar a possibilidade, uma vez que, sem ele na chapa, a vaga poderia ser destinada a outro partido, como a federação União Brasil e PP, que conversa com o Republicanos sobre uma possível dobradinha.
Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Roscoe teve a candidatura anunciada nesta quarta-feira (5) pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ), que representará o PL na disputa pelo Palácio do Planalto.
Segundo o presidenciável, os liberais esperaram até onde foi possível por um desfecho do embate entre o senador Cleitinho Azevedo e o Republicanos. A opção por candidatura própria foi tomada após o presidente do partido de Cleitinho, Marcos Pereira, sinalizar que não voltará atrás na decisão de não permitir a participação do parlamentar no páreo.
“Esperamos até onde dava. Agora, chegou a janela final e não tem mais o que fazer. Diante da confirmação do presidente do Republicanos de que não haverá legenda, a gente está lançando aqui”, afirmou.
Medioli e Roscoe eram os nomes avaliados pelo PL para o caso de candidatura própria, cenário sempre tratado como alternativa em caso da ausência de Cleitinho na corrida eleitoral.
Um dos motivos da resistência do ex-prefeito de Betim, segundo apurou a reportagem, é a por divergências com Roscoe. Os dois integram alas distintas do PL e, quando ocupavam a Prefeitura de Betim e a presidência da Fiemg, respectivamente, estiveram em lados opostos em debates envolvendo o setor industrial. Medioli, cabe lembrar, também é empresário.
Outras opções
A despeito disso, nas últimas semanas, lideranças nacionais dos liberais chegaram a debater a possibilidade de apoio a Marcelo Aro (PP). Medioli também possui divergências com Aro, o que faz o ex-prefeito manter um pé atrás em uma aliança com a federação União Brasil e PP. A desconfiança remonta à época em que os dois integravam o extinto PHS.
O ex-prefeito de Betim ainda tem uma alternativa: disputar uma vaga de deputado estadual. Sua candidatura ao Legislativo foi homologada na convenção do PL. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral.