A 18 dias da eleição, o clima azedou entre o deputado estadual Mauro Tramonte e o presidente do Republicanos em Minas, o deputado federal Euclydes Pettersen. O motivo é financeiro: a cota do fundo partidário prometida ao parlamentar ainda não chegou à campanha.
Interlocutores da direção da legenda ouvidos por O Fator relatam que Tramonte cobrou o repasse diretamente de Euclydes. Até agora, porém, a torneira continua fechada.
Consulta feita pela reportagem ao DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne receitas e despesas de campanha, confirma que o Republicanos ainda não transferiu recursos ao deputado.
Mesmo com os percalços, Mauro está focado em sua campanha e na de Cleitinho, seu colega de legenda, ao Governo de Minas.
Nos bastidores, a explicação para a falta do “Pix” passa menos pelos critérios eleitorais e mais pela disputa interna do Republicanos. Pela apuração da reportagem, Euclydes teria fechado a mão por causa da proximidade de Tramonte com Gilberto Abramo, ex-presidente estadual da legenda.
O deputado estadual Charles Santos, também considerado próximo de Abramo, enfrenta situação semelhante: até o momento, não recebeu recursos do fundo partidário.
A situação incomoda ainda mais quando se olha para os recém-chegados ao partido. Lud Falcão, que deixou o Podemos, recebeu R$ 1 milhão. Neilando Pimenta, egresso do PSB, foi contemplado com R$ 855 mil pela direção nacional e outros R$ 65 mil pela executiva estadual — R$ 920 mil ao todo.