A passagem do El Niño pelo Brasil prevê para Minas Gerais condições mais secas entre setembro e dezembro, com chuva acima da média no Centro-Sul do estado e abaixo da média ao Norte, além de temperaturas mais altas entre setembro e fevereiro.
O diagnóstico consta na Nota Técnica Conjunta El Niño 2026, feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME) e pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM).
Essa diferença dentro do próprio estado ocorre porque o El Niño desloca para o sul o corredor de umidade que traz as chuvas de verão ao Sudeste. Com isso, o Centro-Sul de Minas tende a receber mais chuva, enquanto o Norte fica mais seco.
As temperaturas mais altas, por sua vez, ocorrem porque o fenômeno segura as frentes frias no Sul do país, o que deixa o ar quente por mais tempo sobre Minas e os demais estados do Sudeste.
A nota, que traça a previsão para Minas e os demais estados, integra o pedido encaminhado nesta quinta-feira (27) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, à Junta de Execução Orçamentária (JEO). O ministério pede autorização para gastar R$ 18 milhões antes do previsto, sem aumentar o total de despesas do ano.
São R$ 12 milhões de despesas hoje reservadas para dezembro, que o ministério quer poder gastar antes para não concentrar tudo no fim do ano. Os outros R$ 6 milhões vão para o Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o pacote de investimentos do governo federal.
A parcela do SGB está prevista para financiar quatro empreendimentos de prevenção de desastres. A urgência apontada pelo ministério decorre do saldo insuficiente para honrar os compromissos programados.