Após Patrus aparecer com Lula e Simões com Zema, Kalil vai à Justiça para limitar propagandas com apoiadores

Candidato do PDT ao governo de Minas diz que apoiadores usaram mais de 25% de seus tempos para mostrar padrinhos; PT contesta
Lula com Patrus durante ato de campanha
Peça em que Lula aparece com Patrus é questionada por Kalil. Foto: PT/Divulgação

A campanha de Alexandre Kalil, candidato do PDT ao governo de Minas Gerais, foi à Justiça Eleitoral questionar peças de propaganda dos rivais Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD). Kalil menciona inserções em que Patrus aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Simões ao lado de Romeu Zema (Novo). Segundo ele, os apoiadores ocuparam tempo de tela em excesso.

O pleito, protocolado neste domingo (30), é para que cabos eleitorais não apareçam durante mais de 25% das propagandas. De acordo com o a coligação pedetista, composta também pela federação PSDB-Cidadania, Lula e Zema tiveram espaço durante todos os 30 segundos de reclames exibidos ao longo da programação das emissoras de rádio e TV. Na petição, Kalil solicita que, em caso de descumprimento da liminar solicitada, os rivais tenham de arcar com multa de R$ 25 mil.

“As propagandas impugnadas em anexo não deixam dúvidas. Ambos representados deixaram que seus apoiadores ocupassem mais de 25% do tempo de propaganda eleitoral. É o quanto basta para tipificarem a conduta ilícita, e tornar ilegal tanto as inserções impugnadas, como a própria conduta dolosa de desafiar texto expresso de lei, apostando na inércia de serem representados”, aponta a defesa de Kalil.

Ao questionar a estratégia de Patrus, a equipe jurídica do ex-prefeito de BH também mencionou o primeiro programa do horário eleitoral. Segundo a campanha pedetista, a coligação encampada pelo PT usou “mais da metade (1m05s) do seu tempo de bloco (1m54s) dedicado ao seu apoiador candidato a Presidente Lula”. 

A O Fator, a coligação de Patrus contestou a ação judicial. “Causa estranheza que, justamente quando as pesquisas registram o crescimento de Patrus, os adversários recorram à Justiça para tentar esconder do eleitor mineiro uma informação importante: em Minas, o candidato do presidente Lula é Patrus”, falou.

O estafe de Mateus Simões também foi procurado, mas preferiu não se manifestar.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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