A chapa que brecou ‘dobradinha’ de pai e filha na Assembleia de Minas

Democrata ficou à frente do MDB, que viu seu único candidato à reeleição ficar pelo caminho
Arlen e Laís Santiago em print de vídeo
Arlen e Laís Santiago: pai e filha se candidataram para a Assembleia, mas só ela teve sucesso. Foto: reprodução/Instagram.

O deputado estadual Arlen Santiago (MDB) apostou em uma estratégia incomum para a eleição deste ano: além de buscar a reeleição para o oitavo mandato, lançou a filha, Laís Santiago (PDT), para o mesmo cargo. Ela foi eleita; ele, não.

A dobradinha ficou apenas no papel porque o MDB, a despeito dos 70 mil votos recebidos por Arlen, não conseguiu nenhum assento. A última vaga na Casa ficou com o Democrata, cujo vitorioso, Cabo Gregório Silva, obteve 38,2 mil votos.

Gregório levou a melhor sobre Arlen porque a chapa do Democrata somou 181,7 mil votos, ante 125,8 mil da nominata emedebista, a melhor posicionada entre as que não levaram nenhuma cadeira.

“Infelizmente, a composição da chapa não foi suficiente para garantir a minha eleição, mas fico feliz com o resultado e com o reconhecimento que recebemos das urnas”, diz o parlamentar, a O Fator.

Arlen, que preside a Comissão de Saúde da Assembleia, admite que a tática escolhida ampliou a possibilidade de revés.

“Entrei no último dia na chapa do MDB e sabia dos riscos de concorrer ao mesmo cargo que minha filha, mas decidi lutar até o fim”, afirmou.

Recorde negativo

Como a reportagem já mostrou, a próxima legislatura será a primeira sem a presença do MDB desde o registro da primeira versão do partido, em 1966, sob o bipartidarismo imposto pelo regime militar.

Os 70,7 mil votos de Arlen representam mais de 56% de toda a votação da chapa emedebista, que já vinha sendo alvo de críticas internamente pela falta de nomes competitivos. O segundo melhor desempenho do partido na corrida à Assembleia foi de Cleitinho, um homônimo do governador eleito, que angariou 9,9 mil votos.

Passando o bastão

Laís Santiago, por sua vez, ficou com 79 mil votos.

“Estou preparada para esse novo desafio e quero honrar também a história construída pelo meu pai ao longo de sete mandatos”, projeta.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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