Um grupo de vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) sondou, nas últimas semanas, interlocutores do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) sobre a possibilidade de o Executivo apoiar uma proposta que alteraria a Lei Orgânica do Município para permitir a reeleição do presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos).
Pelo que O Fator apurou, os aliados do prefeito rejeitaram a ideia e reafirmaram que Damião não se envolveria nas negociações.
Atualmente, a Lei Orgânica do Município determina que um vereador não pode ocupar o comando do Legislativo por dois biênios na mesma legislatura. Para que Juliano pudesse disputar a reeleição, seria necessário que fosse aprovada, no plenário da Câmara, uma mudança no regramento.
A eleição interna da Câmara está marcada para ocorrer no dia 12 de dezembro.
A articulação perdeu força nos corredores da Câmara Municipal depois da negativa vinda da prefeitura e também com o fim do período eleitoral.
No cenário atual, os vereadores Helinho da Farmácia (PSD), Diego Sanches (Solidariedade) e Wanderley Porto (PRD) vêm articulando apoios na tentativa de consolidar um consenso entre os diferentes blocos parlamentares da Casa Legislativa.
Como mostrou a reportagem, a expectativa na CMBH é de que não exista disputa de chapas. Mantida a aliança entre os aliados de Damião e os integrantes da Família Aro, grupo político liderado pelo ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), a avaliação é de que o candidato escolhido pela coalização já contaria com os votos de pelo menos 25 dos 41 parlamentares.