A estratégia da Copasa para renovar vínculos com municípios mineiros antes da privatização

Estatal iniciou nesta semana uma série de reuniões com prefeituras e já fechou novo acordo de prestação de serviços a uma cidade
Barramento da Copasa
Governo de Minas quer concluir a privatização da Copasa até abril. Foto: Copasa/Divulgação

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) decidiu estabelecer rodadas de conversas com municípios sobre a possibilidade de estender os contratos de concessão e as metas de universalização do saneamento.

No primeiro encontro da nova estratégia de diálogo com prefeituras, foram abordados 18 municípios que manifestaram favoravelmente à correspondência enviada no ano passado pela companhia.

Algumas reuniões individuais já foram iniciadas, mas nesta terça-feira (27) começaram os encontros coletivos em blocos. O critério para escolha do primeiro grupo foi de cidades com contratos vencendo até 2028.

O Fator apurou que um novo vínculo já foi assinado. O município em questão é Madre de Deus de Minas, no Sul do estado.

A empresa tem sustentado aos Executivos locais que o atual cenário, composto pela provável privatização e pelas regras de universalização do saneamento, garante contratos mais robustos, pautados por cláusulas de garantia de investimento para a universalização, consideradas mais claras.

No ano passado, cabe ressaltar, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (sem partido), criticou a ideia da Copasa de renovar antecipadamente os acordos.

As reuniões entre a Copasa e os municípios têm sido conduzidas pela presidente da estatal, Marília Melo.

O que diz o Marco do Saneamento?

Conforme o Marco do Saneamento, mesmo após privatizações, contratos entre empresas públicas do setor e prefeituras permanecem válidos. Há, contudo, a opção de readequação dos termos, dando mais segurança jurídica aos municípios tanto com garantia da universalização quanto com metas e indicadores de desempenho.

Em linhas gerais, a regra, de caráter federal, diz que, até 2033, 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável. Ainda conforme a norma, 90% dos cidadãos devem estar cobertos por um sistema de coleta e tratamento de esgoto.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

Leia também:

Equipe econômica de MG ainda não definiu ano-base que norteará teto do Propag

Justiça encerra ação de Nikolas contra Pedro Rousseff

Vereadores de Contagem querem reajustar os próprios salários pela 3ª vez em um ano e meio

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse