O PDT abriu uma ofensiva para tentar atrair o PSB à chapa de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais e retirar os pessebistas de uma aliança em construção com o PT, cujo candidato é o deputado federal Patrus Ananias. A movimentação, que ganhou corpo nesta sexta-feira (31), mobilizou dirigentes das três legendas e levou os petistas a intensificar as negociações para evitar a perda.
O Fator apurou que o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto, se tornou o principal foco da disputa entre PDT e PT.
Segundo soube a reportagem, o deputado federal pedetista Mário Heringer, que preside o partido no estado, alega que Kalil tem mais chances de chegar ao 2° turno que Patrus.
Diante da ameaça de rompimento de um acordo ainda não selado, o PT enviou emissários à sede do PSB para tentar preservar o entendimento anterior.
Até aqui, as articulações deixavam o PSB mais próximo da chapa de Patrus. O partido defendia lançar o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior como candidato ao Senado junto de Marília Campos (PT).
Parte dos pessebistas rejeita indicar o vice na chapa petista. Mesmo que a participação majoritária do partido seja apenas com um concorrente ao Senado, a bronca com a possibilidade de vinculação ao PT permanece.
Filiados que planejam concorrer a vagas legislativas avaliam que a associação ao PT pode prejudicá-los. O receio vem principalmente por integrantes da chamada “chapa municipalista”, formada por ex-prefeitos que se aliaram ao PSB com vistas às disputas pela Assembleia Legislativa (ALMG) e pela Câmara dos Deputados.
Representantes desse setor costumam apontar que estavam no comando de municípios quando o ex-governador petista Fernando Pimentel atrasou repasses constitucionais às cidades.