O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou violar a tornozeleira eletrônica que monitorava sua detenção domiciliar no início da madrugada deste sábado (22), horas antes de ser preso preventivamente.
A informação é do Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal e consta na decisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal (STF) para determinar o recolhimento do capitão reformado à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF).
No relatório, Moraes ainda cita a proximidade do condomínio de Bolsonaro com a embaixada dos Estados Unidos da América (EUA). Segundo o ministro, a distância entre a casa do ex-presidente e a representação diplomática norte-americana pode ser percorrida em aproximadamente 15 minutos caso o trajeto seja feito de carro.
“Rememoro que o réu, conforme apurado nestes autos, planejou, durante a investigação que posteriormente resultou na sua condenação, a fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”, apontou.
Ao citar a tentativa de rompimento da tornozeleira, Moraes mencionou a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O filho do ex-presidente queria reunir apoiadores nas proximidades da casa do pai.
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, prosseguiu o ministro.
