Moraes apontou ‘elevado risco de fuga’ de Bolsonaro ao determinar prisão

Vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ) motivou detenção preventiva do ex-presidente da República
Moraes determinou a prisão preventiva de Bolsonaro. Foto: Antonio Augusto/STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de autorizar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está relacionada a uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na porta do condomínio onde o pai mora. Ao determinar a detenção preventiva neste sábado (22), Moraes afirmou que a mobilização “evidencia o elevado risco de fuga” do capitão reformado.

Bolsonaro foi detido pela Polícia Federal no início da manhã. Aliás, foi a própria PF que fez o pedido de prisão ao ministro do Supremo Tribunal Federal. Moraes pediu aos agentes que a detenção ocorresse sem algemas ou qualquer tipo de exposição midiática. O ex-presidente foi levado para a Superintendência Regional da PF em Brasília.

Moraes ainda pediu a realização de um exame de corpo de delito, bem como a marcação de uma audiência de custódia. O ministro determinou que todas as visitas ao ex-presidente devem ser previamente autorizadas pelo Supremo.

A prisão deste sábado não tem relação direta com o julgamento da trama golpista do início de 2023. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão, mas o caso ainda não transitou em julgado. 

“Ressalte-se que foram adotados todos (sic) as medidas possíveis para a manutenção da prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro, inclusive com monitoramento integral e destacamento de equipes da Polícia Federal e Polícia Penal do Distrito Federal e realização de escoltas policiais para deslocamentos, não se mostrando possível, porém, a manutenção desse aparato para cessar o periculum libertatis do réu”, escreveu Moraes, em seu relatório.

O ministro, porém, apontou para o risco de “repetição do modus operandi da convocação de apoiadores, com o objetivo de causar tumulto para a efetivação de interesses pessoais criminosos”.

“Embora a convocação de manifestantes esteja disfarçada de “vigília” para a saúde do réu Jair Messias Bolsonaro, a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu, no sentido da utilização de manifestações populares criminosas, com o objetivo de conseguir vantagens pessoais”, escreveu

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Governo de MG admite ‘dificuldades pontuais’ em novo sistema do SUS, mas diz que falhas foram solucionadas

O MDB quer Pacheco… para o TCU

O que Aécio disse a sindicalistas contrários à privatização da Copasa

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse