‘Demora injustificável’: a reação de sindicatos da Fazenda sobre a projeção de Zema sobre dívida de MG

Equipe econômica do governo estadual projeta débito superando os R$ 177 bilhões ao fim deste ano
O governador Romeu Zema
Projeção para valor da dívida ao fim do ano está em anexo de projeto da LDO. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

A projeção da equipe econômica do governo Zema apontando a possibilidade de Minas Gerais terminar o ano com uma dívida de R$ 177,5 bilhões junto à União não caiu bem entre setores ligados à Fazenda estadual. Segundo o Sindicato dos Servidores da Tributação, Fiscalização e Arrecadação do Estado de Minas Gerais (Sinfazfisco), a estimativa, caso se confirme, estará relacionada uma “demora injustificável” na adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Outra projeção, feita pelo Sinfazfisco, mostra que, se o estado tivesse ingressado no Propag já no início da vigência do programa, regulamentado em abril, o débito poderia chegar ao fim deste ano em R$ 169 bilhões. O cálculo não considera a possibilidade de amortizar 20% do saldo devedor por meio de federalizações.

A diferença entre as projeções feitas pelo Palácio Tiradentes e pelo Sinfazfisco é de aproximadamente R$ 8,5 bilhões.

“Essa escalada demonstra claramente os efeitos negativos da inércia do Poder Executivo frente a uma solução viável e estrutural para a crise fiscal que assombra o Estado. Enquanto o governo teima em criticar o Propag e insiste em projetos maliciosos encaminhados à ALMG de forma oportunista, a dívida só cresce e onera ainda mais os cofres públicos. É inaceitável que Minas Gerais continue perdendo tempo com medidas paliativas e discursos políticos, quando a solução definitiva está posta: a adesão imediata ao Propag, conforme sempre defendido pelo Sinfazfisco-MG”, criticou a entidade.

A estimativa que indica a possibilidade de o saldo devedor atingir R$ 177,5 bilhões está em um dos anexos do projeto da Lei Orçamentária Anual, enviada pelo governo estadual ao Legislativo na semana passada.

Os projetos do Propag, por seu turno, vão começar a tramitar na semana que vem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Sete textos serão analisados pelo colegiado. Entre eles, está o que trata da possibilidade de repasse, à União, da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Cemig). A intenção é transferir ao Palácio do Planalto o direito de explorar o nióbio que hoje é minerado pela estatal mineira em Araxá, no Alto Paranaíba.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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