A direção nacional da federação Psol-Rede reverteu a decisão tomada em Minas Gerais e decidiu levar o bloco para a coligação de Patrus Ananias (PT) na disputa pelo governo de Minas Gerais.
A definição veio na noite desta terça-feira (11). Na mesma reunião, a federação modificou os suplentes de Áurea Carolina ao Senado. Raquel Guimarães (PSB), esposa do prefeito de Itabira, Marco Lage, será a primeira suplente. Felipe Fonseca (Psol) ficará como segundo reserva.
“Essa decisão é coerente com a nossa história, nosso compromisso com o Brasil e com o estado, e com o desejo de nossas figuras públicas e militância. Estaremos ao lado de Lula, Patrus, Áurea e Marília, e faremos uma campanha apaixonada nas redes e nas ruas”, afirmou a presidente do Psol em Minas, Iza Lourença, para O Fator.
O movimento confirma o cálculo antecipado pelo O Fator. Apesar de a Rede ter maioria na direção estadual e ter aprovado por 4 a 3 o apoio ao candidato do PDT, Alexandre Kalil, o Psol tem maioria na cúpula nacional da federação e apresentou recurso para tentar reverter a decisão.
Na prática, foi o peso nacional pessolista que prevaleceu. A federação terá de caminhar junta, conforme as regras eleitorais.
Embora este seja o cenário institucional, a reportagem apurou que os filiados da Rede devem ter autonomia para apoiar Kalil individualmente.
A decisão também atende à resistência do Psol em dividir palanque com Kalil, sobretudo pela presença do ex-deputado Carlos Mosconi (PSDB) como vice. Como mostrou O Fator, os tucanos estão fora do arco de alianças considerado aceitável pela legenda.