Fapemig prepara edital de R$ 50 milhões para financiar projetos ligados às mudanças climáticas

Regras serão publicadas ainda nesta semana; pesquisadores e empresas sediadas em Minas poderão participar
Área de Ubá destruída pelas fortes chuvas
Ubá, na Zona da Mata sofreu com fortes chuvas em fevereiro. Foto: Willian Dias/ALMG

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) prepara o lançamento de um edital voltado ao financiamento de pesquisas e propostas de solução voltadas aos efeitos das mudanças climáticas. A disputa, que terá as regras publicadas nesta sexta-feira (26), distribuirá R$ 50 milhões. O valor será dividido entre as iniciativas selecionadas.

O edital, batizado de “Minas pelo Clima”, será aberto a projetos associados às áreas de agropecuária, biodiversidade, ecossistemas, desenvolvimento sustentável, ação climática, gestão de risco, vulnerabilidade climática, indústria, povos e população vulnerável, resíduos e segurança hídrica. Cada proposta poderá receber até R$ 3 milhões do montante final do pregão.

Poderão participar pesquisadores formalmente vinculados a instituições dos setores de Ciência e Tecnologia, bem como empresas e cooperativas com sede em Minas Gerais. O edital da Fapemig foi construído com o auxílio das secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico.

Plano de 2023 é diretriz

O objetivo da competição é prospectar iniciativas capazes de ajudar no atingimento das metas do Plano Estadual de Ação Climática de Minas Gerais (PLAC), lançado em 2023. O documento contém as diretrizes que devem nortear as políticas públicas estaduais no combate ao aumento das temperaturas e no processo rumo à redução dos gases do efeito estufa.

Segundo Carlos Arruda, presidente da Fapemig, o edital sobre as mudanças climáticas é uma das principais medidas previstas pela fundação para este ano.

“Ela (a concorrência) tem um caráter abrangente, de pesquisa, diagnóstico, desenvolvimento tecnológico, provas de conceito e inovações que possam ser aplicadas de forma escalada”, diz.

De acordo com Mila Corrêa da Costa, chefe da pasta de Desenvolvimento Econômico, o edital, além de dar impulso à resiliência climática, pode “posicionar o ecossistema produtivo mineiro na vanguarda da economia verde global”.

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