Fhemig prepara recurso contra liminar sobre funcionamento do Amélia Lins

Decisão cautelar foi expedida nessa segunda-feira (7), no âmbito de ação movida pelo Ministério Público
O Hospital Maria Amélia Lins, em BH
O Hospital Maria Amélia Lins, em BH. Foto: Alexandre Netto/ALMG

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) já prepara os termos do recurso que vai apresentar em parceria com a Advocacia-Geral do Estado (AGE) a fim de tentar derrubar a liminar que determinou a retomada do atendimento no Hospital Maria Amélia Lins, em Belo Horizonte

Segundo apurou O Fator, a Fundação pretende enviar ao Judiciário um documento afirmando que, enquanto as antigas atividades do hospital conseguem ser absorvidas pelo Hospital João XXIII, a cessão da gestão da unidade a um consórcio público vai desafogar o gargalo das cirurgias eletivas.

A liminar, expedida na noite dessa segunda-feira (7), ordena o retorno do funcionamento de 41 leitos de enfermaria e a reativação do bloco cirúrgico, fechado desde o fim do ano passado. A decisão, assinada pelo juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O fechamento do bloco cirúrgico é o principal ponto da crise que se abateu sobre o Amélia Lins nos últimos meses. Em meio ao impasse, a Fhemig publicou um edital para encontrar uma nova administradora para o local. O vencedor da concorrência foi o Consórcio Instituição de Cooperação Intermunicipal do Médio Paranaíba (Icismep).

A ideia de utilizar o contrato de cessão como impulso ao número de cirurgias já havia sido citada publicamente em março pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Apesar de contestar a medida cautelar em favor do MPMG, a Fhemig não vai se opor a outra liminar, editada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) no mês passado. A sentença, de autoria do conselheiro Licurgo Mourão, diz que o acordo com o Icismep só poderá ser assinado após todos os documentos referentes ao edital serem analisados pela Corte de Contas.

A comissão formada pela Fhemig para analisar as propostas dos participantes do edital do Amélia Lins já publicou ofício assegurando que a assinatura do contrato com o consórcio só acontecerá após o sinal verde do TCE-MG.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Análise técnica da suspensão da Lei da Dosimetria

Câmara de Valadares recebe novo pedido de impeachment contra Coronel Sandro

“Pablo, você é um vagabundo”. Não acho, não

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse