Gonet mantém silêncio sobre inquérito da pandemia

Dino mandou abrir inquérito a pedido da PF e não da PGR
Paulo Gonet na 1ª Turma do STF
Paulo Gonet: dê-se ciência. Foto: Rosinei Coutinho/STF

Flávio Dino mandou a Polícia Federal abrir inquérito para investigar a conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro, seus três filhos mais velhos (o senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro) e outros aliados do ex-presidente no começo da pandemia de Covid-19.

A decisão, desta quarta (17), atendeu a pedido da própria PF, e não da PGR de Paulo Gonet.

Em janeiro de 2024, pouco depois de tomar posse, Gonet prometeu, em entrevista a Miriam Leitão, “reanalisar” o relatório final da CPI da Pandemia, encerrada no Senado em 2021.

A CPI sugeriu o indiciamento do então presidente Bolsonaro e seus três filhos mais velhos por vários crimes.

No caso do ex-presidente, pelos crimes de charlatanismo, emprego irregular de verba pública, epidemia com resultado morte, falsificação de documentos particulares, incitação ao crime, infração a medidas sanitárias preventivas, prevaricação e crimes contra a humanidade.

Até agora Gonet não se manifestou. No texto da decisão de Dino, que é público, consta: “Dê-se ciência à Procuradoria Geral da República”.

Procurada por O Fator, a Procuradoria-Geral da República não se manifestou.

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