Marina em BH vai falar do ‘fracking’?

Ministra está calada sobre assunto ambiental importante, que ganhou parecer novo na Câmara
Marina Silva fala no Diálogo de Petersberg sobre Clima, em Berlim
Marina Silva: ausência em debate ambiental importante. Foto: Felipe Werneck/MMA

Marina Silva estará em BH nesta quinta (11). Ela participa de evento no Hotel Royal Center com a deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede) e o deputado federal Rogério Correia (PT), pré-candidato a prefeito.

Talvez alguém no encontro queira perguntar à ministra sobre o ‘fracking’, que a ONG ambiental Instituto Arayara já chamou de “maior ameaça ambiental” enfrentada pelo Brasil.

O fraturamento hidráulico, praticado nos EUA e na Argentina, entre outros países, traz enormes impactos ambientais – além de abrir novas fontes de gás e petróleo, contribuindo para o aquecimento global e as mudanças climáticas.

No Brasil, por incrível que pareça, o lobby do agro é aliado dos ambientalistas nessa questão. Com apoio dos agricultores, Paraná e Santa Catarina aprovaram leis proibindo o ‘fracking’. Uma das razões é que a técnica usa (e contamina) muita água, prejudicando lavouras e adoecendo os animais.

A Assembleia Legislativa do Mato Grosso também aprovou projeto proibindo o ‘fracking’, mas o governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou na semana passada, entendendo que o uso de recursos minerais é de competência da União.

Outro evento recente: também na semana passada, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) apresentou parecer em projeto para proibir o ‘fracking’ nacionalmente.

O Ministério de Minas e Energia, chefiado pelo mineiro Alexandre Silveira, mantém o Edital Poço Transparente, aberto no governo Bolsonaro para receber propostas de ‘fracking’ no Brasil.

Marina Silva e seu ministério permanecem completamente calados sobre o ‘fracking’. Quem diria: até agora, ao menos nesse assunto, o agro fez mais pelo ambiente do que Marina.

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