A nova cobrança do marido de Marília Campos ao PT sobre a eleição

Texto do entorno reforça, nos bastidores, que a prefeita só entra na disputa se for tratada como prioridade do campo progressista
Entorno de Marília Campos volta a cobrar definição do PT sobre disputa ao Senado. Foto: Redes Sociais / Divulgação

O economista José Prata, marido da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), voltou a defender, nesta quinta-feira (8), que a petista só dispute o Senado Federal neste ano se for tratada como candidata única do campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos petistas. Na disputa de outubro, duas das três vagas do estado estarão em jogo.

Em artigo publicado no blog que administra com o sociólogo Ivanir Corgosinho, Prata argumenta que a indefinição partidária esbarra em um fator objetivo: a necessidade de Marília renunciar antecipadamente ao cargo de prefeita, condição legal para a disputa.

“Marília para desincompatibilizar precisa renunciar ao cargo de prefeita de Contagem, e, por isso, ela precisa de uma decisão clara de imediato sobre a sua candidatura ao Senado e que tem o apoio do PT Minas, do PT nacional, do presidente Lula e dos partidos aliados”, escreveu.

Ainda segundo o economista, que é um dos responsáveis pela engenharia política da petista, a renúncia “não é algo trivial” e exige garantias políticas e administrativas.

“(A renúncia) precisa ser dialogada com a população, precisa se ter a garantia da continuidade das políticas e da equipe de governo”, acrescentou.

O texto enfatiza posição já externada pela própria prefeita que tem dito que para abrir mão do mandato municipal, precisaria ser alçada ao posto de candidata de Lula no estado.

“Só irei disputar se o partido e o Lula me tiverem como prioridade. Ainda não vi o posicionamento dele”, afirmou Marília, em dezembro, ao jornal Valor Econômico.

Na avaliação de José Prata, não se trata de imposição pessoal, mas de reconhecimento político.

“A condição para Marília ser candidata é ser prioridade do PT Minas e de Lula, e sua candidatura deve ser acolhida de forma natural pela história dela e de sua enorme liderança”, escreveu.

Ele ainda rebate críticas internas ao afirmar que a prefeita “não vai se humilhar para ser candidata” nem fazer “um ‘beija-mão’”, ressaltando que o compromisso com o PT e com Lula “é uma marca dela nos mais de 45 anos de militância”.

A defesa ocorre mesmo diante das resistências internas no PT mineiro em tratar a candidatura como consenso.

Como mostrou O Fator, a cúpula partidária tem evitado cravar o nome de Marília e empurrado para ela o ônus da articulação política, enquanto mantém indefinida a estratégia eleitoral do campo aliado ao PT.

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