O modelo misto que o governo Zema cogita para a privatização da Copasa

Executivo estadual avalia formas de estruturar operação para a venda de ações da estatal de saneamento
Agência da Copasa em BH
Privatização da Copasa ainda carece do aval de deputados estaduais. Foto: Copasa/Divulgação

O governo de Romeu Zema (Novo) cogita lançar mão de um modelo misto para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O Fator apurou que a ideia em estudo abrange a negociação de um bloco relevante de títulos para um parceiro de referência e, paralelamente, a oferta de uma leva de papéis na Bolsa de Valores, por meio do chamado follow on.

Apesar da possibilidade, o martelo quanto aos detalhes da operação só será batido após a publicação das leis autorizando a desestatização. Por ora, deputados estaduais analisam, em 2° turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dispensa a necessidade de referendo para a venda da Copasa. Posteriormente, terão de votar, também em dois turnos, o projeto de lei que trata especificamente do sinal verde ao Executivo para promover a transação.

Para definir as regras para a venda de ações da companhia, o governo mineiro vai levar em conta o tempo até o início do processo eleitoral do ano que vem. O objetivo é impedir que o movimento se arraste até as campanhas. 

Outras possibilidades

Além do modelo misto entre follow on e a venda a um parceiro estratégico, o Palácio Tiradentes avalia optar por apenas um dos dois caminhos. 

No mês passado, o vice-governador Mateus Simões (PSD) disse, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo (SP), que também possibilidade de M&A, que acontece quando duas companhias resolvem se unir, dando forma a uma fusão, ou quando uma empresa adquire outra. 

A depender da fórmula escolhida, a equação considerará, ainda, o tag along, regra que, em caso de transferência do controle da empresa, permite aos acionistas da Copasa a venda de suas ações pelo mesmo preço.

Independentemente da trilha a ser percorrida pelo Executivo, a verba arrecadada com a venda de fatias da Copasa terá de ser obrigatoriamente aportada no cumprimento de obrigações financeiras referentes ao refinanciamento da dívida mineira junto à União. A vinculação está expressa nos textos da PEC do fim do referendo e do projeto de lei sobre a venda.

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