Presidente do Republicanos em Minas Gerais, o deputado federal Euclydes Pettersen oficializou a licença do mandato parlamentar. Nesta quarta-feira (25), a Câmara deu posse ao suplente Ilacir Bicalho, que deixou temporariamente o posto de vice-prefeito de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), para exercer as atividades legislativas.
O Fator apurou que a licença de Pettersen está relacionada ao período pré-eleitoral. Ele vai se dedicar à montagem das chapas proporcionais do Republicanos em Minas. Segundo soube a reportagem, as nominatas ainda não estão fechadas e a intenção é angariar novas filiações até o encerramento da janela partidária, no início de abril.
Euclydes Pettersen e Ilacir Bicalho disputaram a eleição de 2022 pelo antigo PSC. Por isso, o vice-prefeito de Santa Luzia foi convocado para ocupar a vaga do presidente do Republicanos.
Não é a primeira vez que Pettersen se licencia do mandato. No ano passado, saiu de cena por quatro meses, permitindo a posse de Katia Dias, outra integrante da antiga chapa do PSC. À época, o afastamento foi associado à intensificação das articulações políticas do deputado com vistas à disputa pelo Senado Federal em 2026.
Em 2024, o assento foi temporariamente repassado a Duarte Júnior, ex-prefeito de Mariana. Àquela ocasião, Pettersen solicitou afastamento a fim de coordenar as estratégias do Republicanos para as eleições municipais.
O Republicanos é o partido do senador Cleitinho Azevedo, que analisa a possibilidade de concorrer ao governo do estado. O governador Mateus Simões, do PSD, ainda nutre a esperança de atrair a legenda para seu arco de alianças.
O Fator procurou Euclydes Pettersen. O espaço segue aberto.
Na mira da PF
Euclydes Pettersen é investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto, que apura possíveis fraudes em descontos em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No ano passado, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No início do mês, a reportagem mostrou que a PF vê participação do parlamentar na promoção de programas públicos usados como fachada para a obtenção irregular de dados pessoais de aposentados e pensionistas do INSS. A conclusão consta em relatório da corporação.
Na oportunidade, a assessoria de Pettersen emitiu comunicado afirmando que o parlamentar “reafirma sua inocência e sua tranquilidade quanto ao esclarecimento dos fatos pelas vias próprias”.
