Prefeitura de BH assina renovação de contrato com a Copasa até 2073

Acerto é parte fundamental para o processo de privatização da estatal mineira, que deve publicar edital nos próximos dias
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Privatização foi aprovada pela ALMG em novembro. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Belo Horizonte e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) assinaram, na tarde desta quarta-feira (25), a renovação do contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto na capital. O novo termo estende a parceria até o ano de 2073.

O ato de assinatura ocorreu durante reunião entre o prefeito Álvaro Damião (União), o governador Mateus Simões (PSD), a presidente da Copasa, Marília Melo, e o secretário municipal de Governo, Guilherme Daltro.

Pelo que O Fator apurou, o novo contrato ficou em torno de R$ 1,8 bilhão.

O contrato anterior, vigente até 2032, vinha sendo discutido desde o segundo semestre do ano passado. Em dezembro, a Copasa informou ao mercado a celebração de um acordo preliminar com a prefeitura, estabelecendo as bases para a prorrogação da prestação de serviços. A formalização dependia do termo aditivo assinado nesta quarta-feira.

Entre os novos pontos do contrato está a obrigação de a Copasa eliminar os canais clandestinos que lançam esgoto na Lagoa da Pampulha, em consonância com compromissos firmados pela companhia junto ao Ministério Público de Minas Gerais. O acordo também inclui cláusula que prevê, em 2050, a realização de uma revisão obrigatória do contrato. Nessa data, as partes deverão avaliar o cumprimento das metas estabelecidas, com possibilidade de revisão ou rescisão do termo.

A renovação ocorre em um momento em que o governo estadual conduz o processo de privatização da Copasa. Embora a Prefeitura de Belo Horizonte não participe diretamente da operação, o contrato da capital representa cerca de metade do valor econômico dos serviços da empresa no Estado, sendo considerado essencial para garantir o equilíbrio financeiro da companhia antes de uma eventual venda de ações.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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